terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Viramundo

Qual o cheiro do edredon? Já exala somente o seu ou ainda está misturado? Cada dedinhado meu em contraventura, na saudade do travesseiro amigo que me basta, costumo me jogar, pés ao alto, cabeça de ponta cabeça, um mundo utópico, viramundo sozinha, o medo corre nas veias como freios malditos, e a frieza costumera do orvalho da manhã me bate a pele ainda que no entardecer, vejo o sol deixar de ser sol pra virar lua, deitando nas estrelas dos amantes noturnos e diurnos, ambos, manto sagrado do amor paixão, após, sangram feito loucos, o gosto fica em tudo, nas roupas jogadas, nas paredes testemunhas, nos espelhos que refletiam a luz das velas e da sombra dos corpos, descançem os olhos no vento amantes, antes que o dia chegue... pendurando o que antes estava solto no ar... e que do ar deixará de ser; Agora do chão, para permanecer.

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