quarta-feira, 30 de março de 2011

Uma Bebida por favor...

Ela, de um lado para o outro, não estava perdida, apenas tomando ciência das coisas andavam por acontecer, umas mal entendia, outras... enfim.

- Quer uma dose de algo?
- Me sirva uma bebida por favor!


Já não tinha lágrimas, secara seu coração como terra que não bate água a tempos, engoliu de uma vez e pensou: " Em frente, certas coisas acontecem para que deixemos de acreditar, e passemos a acreditar em outras, mesmo que seja difícil."

O garçom lhe serviu outra dose, ela se levantou, com o cigarro na mão fez gesto de quem pega o esqueiro quer ficar de canto sozinha; olhando a fumaça se desfazer entre o ar baixo e quente dos lábios e o frio do vento. Sentou-se, meio fio sujo de barro, não martilizou nada, apenas estara surpreza que pela primeira vez na vida, o que significava tanto a tempos atrás era como farrapo em meio ao lixo urbano. Lamentou, porém em gesto de liberdade, respirou fundo pensando em uma frase: Sim,repetiu outra vez,e já não doía,nada mais doía.

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