sábado, 16 de abril de 2011

"Mas sei que não devo.”

(...) Tenho andado muito ruim, moço. O corpo, a saúde propriamente dita, tudo bem. O que vai mal é a cuca. Depressões, confusões, pirações.

Caio F. Abreu

Um copo de café em mão, são 9:25 minutos do dia 16 de Abril de 2011, visto que o céu está claro e límpido, meus olhos nem descansaram, noite estranhamente estranha não acha? A lua gritava noite perfeita, não que não tenha sido, obtive respostas, mas não me convenceram de exatas coisas. 

Quando pequena odiava contos de fadas, crescendo só tinha algo na cabeça, casar com o marido ao qual fosse perder a pureza de moça, como falavam antigamente, queria ele pra vida  toda, aos 24 anos reparei que não era ele e sim ela, em concreto qual não sei, o sonho de casar não era tão lindo mais, não poderia usar véu, grinalda, essas roupas bobas que vestem noivas, não que um dia passasse pela cabeça tal vestimenta. Primeira mulher não foi a unica de minha vida, tiveram outras, posso contar nos dedos da mão que contem 5, esquerda ou direita, tanto faz, soma-se 1+1+1=3. Com a primeira foi aquilo de enfrento o mundo, batia no peito e estufava dizendo vem, estou disposta,após 2 anos revi sentimentos e com algumas coisas reparei que quem convivia ao meu lado era apenas um faz de conta, um boneco programado, alguém que usava máscaras, com a segunda, paixão doentia, e o conhecimento do que o verdadeiro ser humano é capaz, cresci, amadureci, errei, não peço desculpas e não tenho um pingo remorso. Com a terceira nem sei a menos como descrever, foi estranho, foi bom, não foi triste, nem sei o que esta sendo em mim, nem em qualquer lugar que tal sentimento exista, esta sendo encaixotado com carinho, leveza, sutileza, respeito, clareza, amizade. Obrigada.
A Amanda pediu para cuidar da Amanda, meu coração me fez  fazer promessa e acabei por  descumpri, mas voltei ao posto, refiz ela e espero que não a  quebre agora. Não reconheço minhas reações, tão pacificas, nulas de medo, tristeza, simplesmente o que é, é,  e o que não é, não será, nunca vai ser. Realista, descreste nas pessoas, anti social, calada, observadora, explosiva, calma, só pra deixar claro são oscilações diárias de perguntas sem respostas, mas sempre com a cabeça firme, centrada. 

Achei que podia, mas não podemos, achar não é algo certo, é achar e só, não vou estar aqui provável, talvez nem a sombra vá aparecer andando sozinha, preciso respirar mais do que já ando fazendo, não sinto nada agora, é como se 1000 agulhas estivessem sendo postas em meu corpo feito injeção e nada sentisse.

Aquela frase pequena e de grande efeito que declarei em baixo som ao teu ouvido: Preste atenção, pois só direi esta vez ... Acho que nunca tive tanta certeza dela, assim como tenho certeza hoje de que é pra fazer dela algo do passado.

''Somos inocentes em pensar, que sentimentos são coisas passíveis de serem controladas. Eles simplesmente vêm e vão, não batem na porta, não pedem licença. Invadem, machucam, alegram.''


Então, de repente, sem pretender, respirou fundo e pensou que era bom viver. Mesmo que as partidas doessem, e que a cada dia fosse necessário adotar uma nova maneira de agir e de pensar, descobrindo-a inútil no dia seguinte mesmo assim era bom viver. Não era fácil, nem agradável. Mas ainda assim era bom. Tinha quase certeza.

Caio F. Abreu.

Dando um tempo do meu blog, não sei qual o tempo, coração dirá.

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