quinta-feira, 7 de abril de 2011

Senhoras e senhores, respeitável publico, o espetáculo acabou, abaixem as cortinas, guardem os animais, quase todos os palhaços já retiraram suas maquiagens.

Uma hora na vida, a fantasia deixa o corpo da gente, e o que antes fazia rir, fazia bem; nem toma o peito nostalgia mais. Do nada vi meus passos tomarem frequência agitada, perdi  o controle, era feito correr em pista de maratona, mas aquela que nunca se chega ao final, mas pra que final se o mundo tem tanto a oferecer? Tinha uma alegria que me puxava o canto da boca, ironico mas depois daquele dia aonde me despertei do sono como da bela adormecida, um conto e fadas tolo que mamãe e papai contavam, aonde não precisei de princesa pra me despertar, comecei a viver, sem contextos para tornar o livro da minha história entendivel ou de escada humana pra subir, ando indo sozinha mas com uns companheiros ao lado se é que me entende? Diminui vícios, recuperei memórias e pessoas, outras pus na lata de lixo pra ser bem escrachada, fui viver, não volto mais... Se quiser vem comigo, se não, fica aí no seu mundinho fajuto.


Amanda Brojato

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