segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Ela, ele, elas, eles.

Quem acaba com a gente? A gente mesmo?
Eu me olho, observo, fui eu ou foi você, meu tombo maior e gigante que fez isso comigo? Tem dias que é tão difícil levantar, abotoo o sorriso no rosto, saiu andando feito pombo com o peito estufado, meu desejo hoje era só ter o colo do meu pai, deitar nele feito criança que pega no sono rapidamente, hoje não quis ficar só, sabia que o choro ia me pegar, eu só queria voltar a tempos atrás, onde estava arrebentada por outra pessoa, onde amava a primeira menina que vi como mulher na vida, onde não dava risada fingindo, minha cabeça dói hoje, meu corpo pesa, minha estrutura está abalada, mas aprendi a sofrer calada, tinha semana que chorava todos os dias, teve um dia que chorei ele inteiro, nas outras semanas fui indo sozinha, vou indo, sozinha entende? Eu tenho tanta coisa dentro de mim, tenho a fuga da parte que me tornou isso hoje, dos meus erros, é, errei feio, dei uma rasteira em mim mesma, até hoje me pergunto como, mas tinha e foi, aconteceu. Eu queria enfiar minha mão aqui dentro, arrancar tudo, ela, ele, elas, eles, Deus esta sendo justo, aqui se faz, aqui se paga, mas por enquanto estamos pagando em dose diferente, ainda acho que minha dose anda sendo maior. Perdemos nosso caráter, eu perdi o meu naquele dia, isso me pesa tanto, me pergunto, como não pesa pra você, aquele ar de superior, de que não tocam em você por nada, podem lhe tacar 500 pedras, é, minhas pedras são a culpa, ás suas são o fingimento, quantas vezes você chorou comigo, arrebentada, arrebentadas. Te olho e tenho medo, quero correr pra longe, onde eu não ouça nem sua voz, pois até ela parece farpa em mim. Até quando Deus? Olho pros lados e vejo que só eu estou pagando, meu silencio é arma que não abala ninguém, minhas palavras acabam vindo contra minha própria pessoa, que sente o peso de magoar alguém, me tira o coração? Quero ser ruim igual a eles.

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