sábado, 8 de junho de 2013

Oi angustia, favor não comparecer.

Veja bem, ao som de um presente noturno: Giane Torres e Zeca Baleiro - Princesa da janela, começo a escrever, quem sabe assim, desabafando da melhor forma minha, em palavras silenciosas e lidas, melhoro.

Boa noite, fazem 14 horas, consegui dormir após aquelas mensagens, mas tanta coisa passa por minha cabeça, história vaga, preocupação, acho que me tenho no meio e você quer tirar, mas se tem algo que nunca fugi, foi de uma boa luta, confesso, tem um medo incomum tomando minhas pernas, estômago, mãos, pensamentos, mas nisso sempre se dá jeito.

Veja bem, pernas cobertas, incenso, luz do final do sol, aí meu Deus, tudo dói por aqui:



Nunca fiquei tão perdida como nesses tempos atuais, coisas novas, sentimentos estranhos, quebra da normalidade, fazer coisas que jamais pensaria em fazer, sabe, isso aqui dentro anda tão forte, não consigo controlar, eu preciso de você pra ir junto ou então pra partirmos juntas. Acordar de manhã com você ao lado, ou com a saudade envolta do meu travesseiro por falta da sua presença. A Deus, poderias ter nos ensinado a amar de uma forma que não doesse, que fosse a primeira  e a ultima, isso é tão cruel, tantas bocas, alguns corpos, tantos desejos, vazio, lastimas, tentativas de desapego, tão voraz e cruel, tem horas que da vontade de dormir por dias, tem dias que nem vontade de acordar dá. Pensei em pedidos de socorro, pensei em partir pra outro lugar, pensei tanto que continuo pensando, mas cai nela e no que ela está passando, chorando, resolvendo, por enquanto estou cá, ja ja levando, preciso de uma bebida pra esquentar a alma, mas nada com certeza me fará deixar de olhar o telefone minuto a minuto :////


Com amor, tristeza e solidão sua, Amanda.





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